‘No documento, instituições apontam para avanços necessários na constituição de profissionais formados no cotidiano das práticas de saúde interdisciplinares e comprometidos pela consolidação do SUS como forma de aprofundar a redução das iniquidades e da pobreza na América Latina.

Carta de Porto Seguro (Imagem: Site da Abrasco)Carta de Porto Seguro (Imagem: Site da Abrasco)

Na tarde de quinta-feira, os participantes do seminário Formação Profissional em Saúde e Ensino da Saúde Coletiva sistematizaram em colóquios o conjunto do debate desses três dias de discussões ricas em formulações téoricas e experiências de estudantes, gestores, profissionais e docentes sobre o universo da educação em Saúde. O saldo, mais do que positivo, está expresso na Carta de Porto Seguro, que sinaliza para a sociedade uma nova forma de conceber o processo de formação e de ensino, valorizando o espaço dos serviços de saúde como campo de aprendizagem multiprofissional e interdisciplinar e em prol das políticas de indução para a suprimir a carência de profissionais em importantes áreas. Confira o documento aqui.

Divididos em quatro colóquios – Integração, ensino, comunidade e serviço; novos modelos de formação clínica e formação em nutrição, odontologia, psicologia e fisioterapia; bacharelados interdisciplinares e impacto da formação em Saúde Coletiva, e formação dos docentes em Saúde – os participantes puderam se expressar livremente e aprofundar as ideias apresentadas nas sessões científicas do evento.

Na sequência, o plenário se recompôs no auditório para ler a relatoria das reuniões. A mesa, coordenada pela professora Isabela Pinto (ISC/UFBA) e composta pelos professores Sebastião Loureiro (ISC/UFBA); Lilian Koifmann, do Instituto Saúde da Comunidade, da Universidade Federal Fluminense (UFF), Nísia Trindade (Presidência/Fiocruz) e Roberto Medronho, diretor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FM/UFRJ), destacou, entre outros pontos: novas formas para concurso docente; problematização do conceito de Saúde e suas implicações no modelo de formação; necessidade de novo conceito de extensão que perpasse todo o processo de formação e pesquisa; regulação da tensão entre interesses públicos e privados na formação em saúde; políticas de indução para integração, ensino, comunidade e serviço; controle social; rompimento com a lógica hospitalocêntrica; compreensão estratégica das questões da alimentação e nutrição e da inserção dos nutricionistas nas equipes de saúde; ampliação da odontologia nos serviços públicos; valorização do bacharelado interdisciplinar como formação multidisciplinar; reconhecimento institucional dos graduandos em Saúde Coletiva, com abertura de vagas direcionadas em concursos públicos; novos paradigmas para a formação biomédica, ressaltando seus aspectos políticos e alianças estratégicas para a constituição desse modelo. Os tópicos servirão para a redação de um documento final do seminário.’ (Fonte: Site Abrasco)

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