Mesa Redonda
Mesa Redonda
A mesa redonda da tarde do dia 26 de outubro abordou as (In)sustentabilidades nos modos de produção/trabalho e as implicações na saúde da população rural. Coordenada pela professora Deise Riquinho, a mesa contou com a participação de Juliana Dode (Cerest Macrosul Pelotas), Edegar Pretto (Deputado Estadual-RS) e Magnólia Silva da Silva (UFRGS/ Faculdade de Agronomia).
O Deputado Edegar Pretto falou sobre a Frente Parlamentar Gaúcha – Em Defesa da Alimentação Saudável e Agricultura Familiar e apresentou seus projetos de lei referentes ao tema, como o PL262/2014, que prevê a proibição, uso e comercialização de agrotóxico 2,4D; o PL263/2014, que prevê a proibição da pulverização aérea de agrotóxico realizada por meio de aeronaves em todo o território do RS e o PL44/2015, que prevê a obrigatoriedade da rotulagem dos alimentos produzidos com o uso dos agrotóxicos.
Na sequência, Juliana Dode falou sobre aspectos da saúde do trabalhador rural, apresentou projetos e ações realizadas pelo Cerest Macrosul Pelotas (como vigilância e iniciativas de capacitação de jovens trabalhadores rurais) e levantou perspectivas para esta população. Segundo apresentação da convidada, “a saúde pública acaba pagando um preço muito caro pela colocação deste sistema de produção que incentiva o uso de agrotóxicos e disponibiliza poucos recursos e incentivos para a pesquisa e desenvolvimento de alternativas para uma agricultura menos tóxica e que tenha como princípio o respeito a vida, a saúde e ao meio ambiente”.
Por fim, a convidada Magnólia apresentou um breve histórico sobre os modelos de produção de alimentos, baseados na idéia de “acabar com a fome no mundo”, e alguns impactos deste modelo – como por exemplo a migração da população rural para as áreas urbanas; perda da agrobiodiversidade; monocultura e a falta de alimentos para a população do campo; dependência e subordinação às indústrias, entre outros. Segundo Magnólia, quem pode modificar este modelo é o agricultor da Agricultura Familiar.
A convidada trouxe também o importante conceito de Soberania Alimentar como “o direito dos povos de definir sua política agrária e alimentar, garantindo o abastecimento de suas populações, a preservação do meio ambiente e a proteção de sua produção frente a concorrência desleal de outros países”.
A mesa encerrou com a abertura ao diálogo junto à platéia e o Deputado Edegar Pretto finalizou o debate enfatizando a importância de ações que visem a permanência da população no rural, principalmente através de políticas públicas e sobretudo junto à Educação.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s