(In)sustentabilidades nas Politicas Públicas e implicações no desenvolvimento rural e saúde
Mesa redonda – (In)sustentabilidades nas Politicas Públicas e implicações no desenvolvimento rural e saúde

Na manhã do dia 27 de outubro aconteceu a Mesa Redonda “(In)sustentabilidades nas Políticas Públicas e implicações no desenvolvimento rural e saúde”, coordenada pela Professora Eliziane Ruiz (FCM/UFRGS). Entre os convidados estavam Marla Kuhn (EVSAT/ CGVS/ SMS, GT Saúde e Ambiente ABRASCO); Aline Gewehr Trindade (Secretaria Municipal de Saúde de Candelária/RS); Saionara Araújo Wagner (Fac. Veterinária UFRGS) e André Bueno (PGENF/UFRGS).

Marla Kuhn falou sobre o GT Agrotóxicos urbanos e Saúde da SMS de Porto Alegre e as estratégias para elaboração do Plano Municipal de Vigilância de Populações Expostas à Agrotóxicos Urbanos. A convidada destacou a consulta pública que está sendo planejada sobre o tema e a importância do diálogo e a participação da população na construção deste plano. Esta proposta inova ao utilizar uma metodologia participativa na construção do plano, bem como no entendimento de que é necessário, primeiramente, conhecer como são as práticas da sociedade em relação a tema, para assim construir um plano em que todos sejam protagonistas.

Aline Gewehr Trindade abordou a experiência do Município de Candelária, falando sobre iniciativas e ações de saúde voltadas à população rural, como por exemplo as unidades móveis de Saúde da Família e o Programa de Prevenção ao Suicídio, que busca sensibilizar profissionais e a população para a identificação de casos e apoio a estas pessoas. Essa iniciativa do município de Candelária é destaque pela visibilidade e cuidado com a população rural, bem como pela sensibilidade em relação as questões do suicídio ligado ao uso de agrotóxicos.

Saionara Araújo Wagner falou sobre os desafios da Agricultura familiar e legislação sanitária, cujas determinações muitas vezes dificultam o acesso da população a estes produtos. A convidada destacou positivamente a iniciativa do Programa Estadual de Agroindustria Familiar, no RS, que apoia este tipo de produção, e instigou a reflexão sobre as dificuldades em integrar os sistemas de vigilância sanitária e por que há tantas dificuldades para os produtos da agricultura familiar se inserirem nos mercados consumidores, enquanto os produtos ultraprocessados são tão maléficos à saúde.

André Bueno apresentou Cartografia da violência contra as mulheres rurais no RS, em especial em 13 municípios da metade sul do estado. Os dados apresentados sugerem relações entre renda e a taxa de violência e também entre analfabetismo e taxa de estupro, o que demonstra a importância da utilização destes dados de forma intersetorial.

Ao final das apresentações, a coordenadora da mesa Eliziane Ruiz enfatizou a importância da atuação em rede por parte dos políticos, pautadas nas vivências dos agricultores, profissionais e das realidades locais. Na abertura do debate com a platéia, participantes levantaram a importância da mulher e da sua autonomia na produção familiar.

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